sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Palmas para o SNPC!!

Antes de mais, pela forma como o reabilitaram o antigo Aeroporto da Praia. Em segundo lugar, pelo empenho na organização do Atelier de Lançamento da Plataforma Nacional de Prevenção de Riscos de Catástrofes (27 e 28 de Novembro).

Por falar neste atelier, particularmente nos trabalhos de grupo, foi muito bom ter a sensação de que nós, simples mortais, estávamos no mesmo patamar que os nossos autarcas que, diga-se de passagem, contrariamente ao que é hábito, não nos brindaram com o ininterrupto entra e sai da sala, de telemóvel colado ao ouvido. Mostraram-se interessados no assunto e participaram, de facto. (Também pudera! Depois do 11 de Setembro, segurança virou tema que mobiliza recursos, e os nosso autarcas, que de bobo não têm nada, sabem disso melhor do que ninguém).

Importa também destacar as apresentações temáticas e o interesse manifestado pelos participantes. Palmas para o Serviço Nacional de Protecção Civil. Valeu!!

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Super Interessante!

r
“Há alguns anos, o fotógrafo Peter Menzel decidiu viajar pelo mundo e fotografar 30 famílias de 24 países de todo o mundo. A ideia era fotografar às famílias juntamente com a comida que iriam consumir naquela semana e avaliar o gasto em dólares por cada família nesse período. O livro se chama Hungry Planet (foto) e surpreende pela qualidade da foto e pela diferença entre um país e outro.

Vejam as fotos e distingam os produtos, o número de pessoas de cada famílias e o que consomem... É muito interessante”

(adaptação do texto do Primeiro Slide, em espanhol)

Faça o download do Slideshow (tamanho : 2, 136 mb) contendo as fotos das famílias, a partir deste link

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Cultura Levada Muito a Sério

Curtam os artigos muito interessantes do Projecto Cultura Livre (Brasil). Notem a seriedade com que são tratadas diversas questões ligadas à cultura (propriedade intelectual, industria cultural, etc,etc).

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

O “Outro” Casimiro de Pina

Amado por uns e odiado por outros, Casimiro de Pina é uma figura incontornável do nosso quotidiano mediático. Os seus artigos, normalmente feitos com base em sustentações teóricas muito sofisticadas e cujo conteúdo tem um indesmentível cunho político-partidário, têm suscitado as mais diversas reacções, desde a admiração e o respeito até ao desprezo e à repugnância.

Mas hoje eu quero falar do Casimiro, aliás do Nhonhas, enquanto músico. Trata-se de um guitarrista muito virtuoso, com sólidos conhecimentos de harmonização e de escala e com quem aprendi muito, sobretudo, quando costumávamos fazer sessões de toques aos fins de semana.

Já nos tempos de liceu entendia do assunto. Lembro-me de, numa ocasião, ter passado, juntamente com mais dois colegas, mais de uma hora à espera, impacientemente, que o Nhonhas “pegasse” uma sessão de solo de uma música chamada Não Sou o Único de um grupo português cujo nome agora não me ocorre.

Pois é, aqueles dedos não são bons apenas de pena. Como tratam bem uma guitarra!!

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

COISAS BOAS DA NOSSA TELEVISÃO NACIONAL

Sim, é isso mesmo. Hoje vou falar de coisas boas da nossa televisão.

No “Pulsar Informativo” (coisa boa da nossa RCV) de algumas semanas atrás, o correspondente de São Nicolau, Fernando Santos, falou da satisfação das comunidades de certas zonas da ilha em voltar a ter a oportunidade de ver a TCV.

Essa gente tem razão para regozijar-se: antes de mais, podem ver o Telejornal e as notícias nossas, mesmo que sejam mais da Sociedade Política (membros do governo local e central, dos partidos, do parlamento, ….) do que da sociedade civil.

Em segundo lugar, a TCV vai ser útil em muitos jogos da Champions League não transmitidos pelos outros canais.

Mas há ainda uma terceira razão para falar bem da nossa televisão e que nos lembra o velho ditado envolvendo Maomé e a Montanha: já que a televisão não vai ao povo, este pode arranjar um jeito de chegar à TCV com as suas reclamações, reivindicações, protestos, etc. É claro que para as gentes de São Nicolau isso não pode ocorrer com a mesma frequência que para as de Santiago ou de São Vicente, mas ao menos agora quando tiverem oportunidade de utilizar a TCV para exercerem cidadania podem ver-se a si próprios; podem ter a certeza que tiveram vez e voz; podem, ao menos regozijar-se com o simples facto de aparecerem na televisão, independentemente da sua reclamação ou reinvindicação ter efeito ou não.

OLHA SÓ QUEM FALA!!



Essa é boa!

No último CD/DVD Live dos Ferro Gaita, Beto Dias, um dos convidados desse grupo, ao começar uma das canções na qual participa, disse que a música feita pelos Ferro Gaita é verdadeiramente nossa, contrariamente ao que tem sido feito por muitos artistas nossos que rotulam de cabo-verdiano o que é do Continente Africano e que não tem nada a ver connosco.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Pobreza de Espírito

É unanimidade que a luta contra a pobreza no país passa necessariamente pela mudança da mentalidade assistencialista de uma boa parte da nossa população e a implantação e consolidação de um espírito empreendedor.

Ora, parece ser mais fácil uma vaca sair por aí a voar do que haver essa transformação. No mês passado, precisamente no Dia Internacional da Erradicação da Pobreza (17 de Outubro), num encontro comemorativo da efeméride, um técnico de uma ONG referiu-se à resistência de muitas famílias em ter acesso a micro-crédito por receio de melhorar a sua própria condição e perder assim os apoios institucionais (isto faz lembrar um pouco o medo mais global do país de sair da lista dos PMAs, mas isto são contas de outro rosário). O mesmo técnico, ao citar situações concretas ligadas à ONG à qual pertence, disse: “Txeu bês, nu tem ki lixonxa famílias pa toma micro-crédito”.

Mudar esse espírito vai dar que fazer!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Proposta (ou será Sonho?): Um Grande Espectáculo por Mês, na Capital do País da Música

Lá fora, Cabo Verde é conhecido, sobretudo, como país da música. Há tempos, num artigo publicado no Jornal A Semana, Baluka Brazão , como tantos outros já o tinham feito no passado recente, lamentava, e com razão, o facto de na capital do país da música haver tão poucos espaços onde se possa escutar música ao vivo.

A meu ver, o que falta é fazer coisas visíveis e com alguma continuidade. Que tal um grande espectáculo de música por mês no Auditório Nacional durante um ano e com um artista ou grupo diferente de cada vez? Imaginem uma parceria público-privado que ponha em pé um projecto impulsionado pelo objectivo de mostrar que, inequivocamente, se está na capital do país da música. Doze vezes por ano, músicos nossos, residentes e na diáspora, subiriam ao palco do Auditório Nacional para mostrar que não se vendeu gato por lebre e que se está, de facto, na capital do país da música.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Mário Lúcio e a Coincidência: Diogo e Cabral


Mário Lúcio Sousa acaba de lançar o seu novo Álbum (Badyo). Confesso que ainda não o ouvi na íntegra e espero poder fazê-lo em breve.

Sábado passado, no “Secção da Música” do Stevie Andrade (Rádio Comercial), este artista chegou a tempo de aguçar o apetite dos ouvintes para a próxima edição do programa, e o Stevie não resistiu a lhe pedir que fizesse referência à coincidência que o artista retrata no seu álbum.

Mário Lúcio disse que observou que a estátua do Diogo Gomes está ao lado da Presidência da República, e com a cara na direcção da Assembleia Nacional, ao passo que a de Amílcar Cabral está lá em baixo no Taiti e com a cara voltada para o Cemitério. Evidentemente que ele tratou de desmistificar esse facto, realçando que, às vezes, devemos brincar um pouco com as coisas sérias da vida.

No entanto, penso que este álbum, chegando no momento de abertura de mais um ano político, que tem a particularidade de ser eleitoral, pode dar o mote para a troca de farpas entre os nossos partidos políticos de maior expressão. Para já, basta pensar um pouco acerca do contexto no qual surgiram as duas estátuas para que se tenha matéria suficiente para a troca de galhardetes que, por sinal , já começou, embora timidamente, com as nossas maiores forças políticas a usar o telejornal da TCV para fazer o balanço da governação local, sendo que aquela argumentação batida só depende do lado que se está, situação ou oposição.

Voltando ao Mar_luz e seu Badyo, depois desta da coincidência, fiquei ainda mais curioso para ouvir a apresentação do álbum no programa do Stieve do próximo sábado e ver até que ponto este nosso artista peculiar está ou não a querer cutucar a(s) onça(s) com vara curta .


sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Proposta: Base de Dados dos Artistas

Fiquei deveras admirado ao ver o empenhado levantamento dos instrumentistas (ou “tocadores”, como queiram) feito pelo Manuel de Jesus Tavares no seu “Aspectos Evolutivos da Música Cabo-Verdiana”. Isso fez-me lembrar também da iniciativa interessante do Djinho Barbosa de elencar os músicos da ilha de Santiago no seu oportuno blog Son di Santiagu. Ideias dessa natureza deveriam ganhar maior abrangência e um carácter institucional.

Talvez fosse interessante o departamento governamental responsável pela Cultura pensar na possibilidade de constituir um banco de dados dos artistas residentes (músicos, pintores, escultores, actores, etc, etc), alimentado com dados pessoais, morada, contactos e curriculum artístico. Não sei se já houve tentativas desse género e quais os seus resultados, mas acredito que seja materializável. Os grandes desafios para a sua criação seriam: a) canalizar recursos orçamentais para a campanha de informação sobre a iniciativa e a sensibilização dos artistas para aderirem, assim como recursos para a montagem e gestão da base de dados b) definir critérios justos e transparentes para selecção dos artistas que devem ser incluídos na base de dados (não seria certamente chegar lá e bater na porta para logo ver-se admitido). Naturalmente que todas as propostas deveriam ser objecto de um debate participativo para garantir a sua legitimidade.

Penso que a base seria útil pelos seguintes motivos: por um lado, facilitaria a acesso aos artistas por parte de promotores de espectáculos, de donos de estabelecimentos de entretenimento, de entidades governamentais e de órgãos da comunicação social. Por outro, contribuiria para um maior intercâmbio entre os artistas, pois seria só ir à instituição que gere a base de dados ter as referências do artistas que se quer contactar, e pronto. Como seria interessante poder ter uma lista mensal dos artistas aniversariantes para que alguns não fiquem despercebidos e possam ser estimulados a participar em programas radiofónicos, televisivos ou então dar entrevistas para jornais!

Provavelmente, alguém questionará se essa iniciativa não deveria partir da Sociedade Civil. Ora, se fosse possível, seria muito mais interessante ainda. No entanto, devemos lembrar que o espírito associativo dos nossos artistas é travado por clivagens de vária ordem. Antes de mais, a própria diversidade de manifestações artísticas funciona como um entrave intra e inter-grupos. Para além disso, o regionalismo ( como, por exemplo, barlavento/sotavento ou meio urbano/ meio rural); as opções político-partidárias; o conflito de gerações e as diferenças sócio-económicas fazem com que os artistas estejam mais propensos à divisão do que à união.

Voltando à base, eu diria que poderia funcionar na lógica de uma maior motivação dos nossos artistas, para rompermos definitivamente com aquele sentimento de que, em termos de cultura, tendemos a valorizar muito mais o produto da criação do que o criador.

Direito de Autor Respeitado

Na passada terça feira fui chamado pela Harmonia para assinar a papelada referente aos direitos de co-autoria da Música Lingua Preto do novo CD do Tcheka, Lonji. Apreciei a forma séria como essa organização e o próprio Tcheka trataram o assunto, pondo fim a uma questão que surgira na sequência de um problema de comunicação.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

A Nova Batalha: Comida versus Biocombustível


Segundo o Relatório do Banco Mundial sobre o Desenvolvimento (2008), dedicado ao papel da Agricultura para o Desenvolvimento, “a quantidade de grãos exigida para abastecer o tanque de um carro utilitário pode alimentar uma pessoa por um ano. A competição entre comida e combustível é real”.
Quem quiser ir mais a fundo nos contornos que este assunto está a tomar a nível mundial, veja o link do download da Visão Geral do documento disponibilizada em português pelo site do Banco Mundial


Relatorio BM 2008 Visão Geral