domingo, 21 de setembro de 2008
Malandragem
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Luso-Cabo- Descendentes: Falta Coerência
Quando se trata de situações desagradáveis, tanto um lado quanto o outro procura distanciar,-se, ou seja, numa situação em que há, por exemplo, algum crime envolvendo um português de origem cabo-verdiana, do lado português procura-se realçar a descendência e, do nosso lado, há quase que uma revolta por causa da enfase na ligação do delinquente ao nosso país.
E quando se trata de coisas boas , tanto um como outro fazem questão de reinvindicar a nacionalidade dos bons feitos. Por exemplo, quando um atleta português de origem cabo-verdiana ganha uma medalha nos Jogos Olímpicos, como é o caso do Nelson Evora, a descendência costuma ser esquecida pelos Mass Media da Terra de Camões, e há quase que uma revolta em Cabo Verde, mas por causa da não referência a essa ligação a Cabo Verde.
Enfim, tanto um lado quanto o outro devem ser coerentes na sua forma de abordar essa questão de nacionalidade e descendência.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Caminhamos para a “Música Popular Cabo-Verdiana” (MPC) ?
E por que não, por exemplo, passar a chamar essa nova tendência de MPC (Música Popular Cabo-verdiana)? Isto evitaria aquela longa dissertação de que a música do Tcheka, do Vadú ou do Princezito, e de tantos outros, tem elementos do batuku, da tabanka, do talulu, do finaçon ou do funaná com influências de blá blá blá… para no final alguém discordar e dizer: “não, na verdade, essas canções não são nada disso, pois são baseadas nos ritmos mandinga com influência do jazz, do blues, da bossa nova, blá, blá, blá…” . O Refilon teria também o seu enquadramento facilitado enquanto grupo criador de géneros e estilos nacionais.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Testemunhos Diários do Frenesi Chinês
Com os Jogos Olímpicos à porta, nada melhor do que acompanhar o frenesi diário que se vive na China, nestes últimos tempos, com duas propostas brasileiras:
· http://blog.estadao.com.br/blog/claudia/ - da Cláudia Trevisan, correspondente em Pequim do Grupo Estado (proprietário do Jornal Estado de São Paulo) e autora do livro "China - O Renascimento do Império
· http://raulnachina.folha.blog.uol.com.br/ - de Raul Juste Lopes, correspondente do Jornal Folha de São Paulo
Pessoal, VALE A PENA CONFERIR!!
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
O "Refresco" dos TACV
Bem, a seguir a toda a balbúrdia, começou-se a especular sobre as causas. “Di serteza, ê kês pilôtu stranjêru la, és dêbi ter tomadu sis bom águ. És ta anda pa riba y pa baxu na aeroportu ku serveja na mô Kára pôdri.” Disse ao pé de mim um Senhor que garante saber do que fala.
No meio disto, eis que dos altifalantes do Aeroporto uma voz convida os passageiros com destino a Lisboa, e que se encontravam já na sala de embarque, a abandonarem a sala, em função do problema operacional que não especificaram, mas o qual todo o mundo já sabia. Mesmo ao meu lado, uma senhora, por sinal uma das (a)visadas, reclamava: “és tem ki trata tudu alguém igual. Si krê n-mora li sin sin dianti di Aeroportu, és tem ki tratam igual a otus alguém ki bem di lonji. Pra já, és ka ta sabi kem ki mora li Praia ou la fora”.
Este convite foi motivo de chacota por parte dos que estavam no interior do Aeroporto.
Seria muito mais sensato falar de lanche. Provavelmente, os Passageiros terão tido direito a um lanche, não sei, mas o mínimo nesta situação era anunciá-lo ao invés de um refresco. Estes pequenos detalhes costumam fazer muita diferença.
Música Minha no Djaroz
Tempo di Mininu
(Djoy Amado)
Mi n-ta lembra di kel vontadi di bira grandi
K’ê pa n-serba livri di tudu privasson
Fórti n-kria kórri txada à vontadi
Liberdadi di vivi sem medo riprienson
Más kel li ê só ponta d’Iceberg
Pamodi nu fundu mi era mutu mas alegri
na nha infância
Mas ami à midida ki n-bá ta kêrsi
Kel ladu alegri di infância bá ta perdi
Ta distânsia
Ê lembransas tão bunitus
Ki n-tem vontadi, sim
Di bira mininu más um bês
(li na Praia Maria)
Ê lembransas tão bunitus
Ki n-tem um sodadi sem fim
n-kre nha tempu di mininu mas um bez
n-kre nha tempu di mininu mas um bez
sexta-feira, 25 de julho de 2008
Djaroz em Processo de Remodelação
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Autárquicas 2008: Pais, Filhos e... Elefantes Brancos
Para ilustrar as consequências nefastas dessa abordagem vertical (up-bottom) de fazer política, deixo-vos com um exemplo ilustrativo que li algures e que parafraseio: numa aldeia rural de algum canto deste nosso planeta, técnicos da autoridade governamental, num diagnóstico à comunidade feito somente na base de Observação Directa, constataram que as mulheres gastavam duas horas (ir e vir) para conseguir água potável. Com base nisso, e sem consultar ninguém, concluíram que uma das prioridades dessa comunidade era a construção de um poço que permitisse um acesso mais rápido à água, liberando assim tempo para outros afazeres. Passo algum período, foi construído o poço, alvo de inauguração com pompa e circunstância. Seis meses depois, os mesmos técnicos voltaram ao local para avaliar os efeitos e o impacto daquela acção na vida da comunidade e, em particular, na daquelas pobres mulheres. Mas para o espanto daqueles técnicos, o poço estava complemente tomado de pedras. Ao perguntarem quem tinha feito aquilo, ficaram atónitos com a resposta: as mulheres!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Curiosidades das Autárquicas 2008: A Rouquidão
Podem escolher que há para todos os gostos: à
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Curiosidades das Autárquicas 2008: Apelidos e Nomes
Do ponto de vista dos apelidos, entre os cabeças-de-lista para a Câmara Municipal quem domina são os Veigas: José António Veiga (Santa Catarina – Fogo); Eugénio Veiga (São Filipe – Fogo); José Gomes da Veiga (Ribeira Grande – Santiago) e José Manuel Veiga (Praia – Santiago). E para reforçar a equipa, nada mais justo do que Carlos…Veiga, pois tem-se desdobrado um pouco por todos os municípios a apoiar os seus apoiantes nas Presidenciais de 2011. Ainda em relação a apelidos, é de realçar o embate entre Tavares em Santa Catarina – Santiago.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Mais Musica Minha no Djaroz
Espero que gostem. Aviso que as músicas foram gravadas de forma crua, sem qualquer efeito ou montagem. Evidentemente que juntar-se-ão às outras músicas que já estavam aqui do lado direito.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
"Papá, Vota na F- - -"
Entre os dias 2 e 3 de Dezembro de 1994 teve lugar em Brasília (Brasil) o seminário “O Brasil e as Tendências Económicas e Políticas Contemporâneas”, realizado pela Fundação Alexandre Gusmão com apoio do PNUD e do BID, onde estiveram grandes figuras como Manuel Castells, Alain Touraine Francisco Weffort, Eric Hobsbawn e tantos outros. No painel “Novos parâmetros do Pensamento Político”, o Professor Phillippe Schmitter, renomado cientista político norte-americano, ao comentar a exposição feita pelo Professor Alain Touraine, fez uma proposta no mínimo invulgar: estender a cidadania política a todos os cidadãos desde o momento que nascem, ou seja, todas as crianças teriam direito a voto a partir do momento em que estivessem registadas. Obviamente, como não podem fazer escolhas, o seu direito ao voto seria delegado a um dos pais até que a criança alcançasse a idade que legalmente é permitido o exercício do direito de voto. O Professor Schmitter considera que isto teria algumas vantagens positivas, dentre as quais, permitir às gerações futuras a participação em decisões de hoje, mas que terão implicações futuras. Ele considera ainda que os delegados dos votos das crianças (os pais, em princípio) estarão mais sensibilizados para as questões de sustentabilidade de decisões políticas.
Bem, eu fiquei a imaginar o pandemónio que seria, caso essa proposta fosse posta em prática entre nós. A explosão demográfica seria vista pelos nossos políticos como algo positivo, sinal de fecundidade e de vitalidade. E para dar o exemplo, iriam multiplicar as mães di fidju pelos cutelos e ribeiras deste país. Muitos marmanjos seguir-lhes-iam as pegadas, mas o grande problema seria se cada mãe resolvesse reservar a si o direito de ser a delegada dos votos dos filhos. Já estou a ver a pilha de processos a correr nos tribunais para determinar se é o pai ou a mãe quem fica com o direito de votar por cada um dos filhos. Mas um outro problema surgiria quando a criança começasse a falar e a assistir a televisão. Provavelmente, muitas mamãs e papás teriam alguns dissabores quando os filhos começassem a exigir que o seu voto fosse atribuído ao partido oposto ou candidato de outra cor partidária. Imaginem se o filho ou a filha de um(a) candidato(a) resolvesse exigir ao seu pai ou à sua mãe para que votasse no(a) candidato(a) oposto(a).
De qualquer modo, penso que estes problemas não impediriam que o comércio eleitoral fosse um dos sectores mais dinâmicos da nossa economia, com ritmos de crescimento não negligenciáveis.
Convém também frisar uma inovação importante que seria o planeamento familiar eleitoral, ou seja, haveria lugar à gravidez planificada para a criança nascer no período de actualização do recenseamento. Mas a grande novidade ou vantagem desse sistema é que, de certeza, não teríamos mais o problema das crianças não registadas e não haveria mais a necessidade de passar aquela propaganda na RTP Africa …
